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Foi efectuado estudo analítico que não detectou importante efeito de massa sobre as estruturas adja-
alterações relevantes e TC cervical com contraste que centes com deformação do lúmen da via aérea (figura
revelou volumosa lesão ovalada (diâmetro antero-poste- 5). Em seguida foi realizada angiografia carotfclea que
nor de cerca de 5 cm) nos espaços parafarfngeo e caro- confirmou volumoso aneurisma no segmento cervical
tide° esquerdos com captação intensa e homogénea de da artéria carótida interna esquerda sem preenchimento
contraste e foco de calcificação periférico, estendia-se
desde o plano do cavum fanngeo até ã região do ângulo
da mandíbula condicionando desvio medial da mucosa
faríngea adjacente e redução do !Omen da via aérea nos
planos da naso e orofaringe; a bifurcação carotídea es-
querda era bem visível mas não era possível individuali-
zar a lesão do segmento cervical das artérias carátidas
interna e externa, peio que foi considerada a hipótese
de volumosa lesão aneurismatica; parecia tratar-se de le-
são com crescimento lento pelo que o principal diagnós-
tico considerado foi o de schwannoma (figura 3)
Fig. 5 I Angio-RM cervical demonstra um pseudoaneurisma na
dependência da artéria carótida interna esquerda.
carotideo a jusante da lesão; verificou-se compensação
deste território arterial pela artéria carótida interna con-
tra-lateral, pela artéria carótida externa e pelo sistema
vertebro-basilar (figura 6).
A doente foi submetida a oclusão da artéria carótida
interna esquerda por Neurorradiologia, sem intercorrén-
cias (figura 7). Teve alta medicada com ácido acetilsali-
cflico 250 mg.
Dois anos após o procedimento, a doente nega dis-
Fig. 3 I TC cervical com contraste revela voiumosa lesão ovalada
nos espaços parafaringeo e carotideo esquerdos. fagia ou outros sintomas. Ao exame físico apresenta dis-
creta tumefacção parafaringea esquerda.
A doente foi internada no Serviço de OM_ para inves-
tigação. Foi realizada RMN que confirmou a presença de
lesão nos espaços parafaríngeo e carotfcleo esquerdos
com sinal de void em todas as ponderações, sugestiva
de dilatação aneurismática (figura 4); o estudo por An-
gio-RM cervical demonstrou um pseudoaneurisma na
dependência da artéria carótida interna esquerda que
se encontrava praticamente colapsada; a lesão exercia
Fig. 6 I Angiografla carotidea confirma volumoso aneurisma no
segmento cervical da artéria carótida interna esquerda.
N-sate., .1.1.3. A...cm. *co:
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14,
Fig. 4 I Imagens de corte axial e coronal de RMN cervical confirmam
a presença de lesão nos espaços parafaringeo e carotideo
esquerdos, sugestiva de dilatação aneurismatica.
Fig. 7 I Oclusão da artéria carótida interna esquerda
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