Page 42 - Revista SPORL - Vol 47. Nº1
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• Marta Neves, et al
cos, consumo recente de farmacos, consumo de drogas 1M=
ou promiscuidade sexual.
Lesões orais exsudado
Recorreu ao Serviço de Urgência do Hospital Pedro
fibrinoleucocitario,
Hispano por quadro clinico de lesões ulceradas doloro- colónias de
sas da cavidade oral e lábios com 1 mês de evolução e Actinomyces
agravamento progressivo, odinofagia e emagrecimento Lesões cutâneas inguinais (1' biopsia) foliculite eosinofilica
que não soube quantificar. Estava medicada com nista-
Lesões cutâneas inguinais (2 biopsia) "...hiperqueratose,
tina e cloro-hexidina tópicas. Apresentava-se com bom papilomatose e
estado geral, apirética, pele e mucosas bem coradas e acantose proeminentes;
hidratadas. O exame OM_ revelou lesões labiais ulceradas fenda suprabasal•IFD
com positividade nos
e em fase de crosta e, na cavidade oral, lesões ulceradas espaços intercelulares
e confluentes em areas de mucosa espessada e eritema- com anti-soro IgG"
tosa (mucosa jugal, gengival e bordos da língua) (Figuras Tabela 1 1
1, 2 e 3).
Fig. 5 1
A doente ficou internada no Serviço de Medicina
para estudo por um período de 23 dias. Foi submetida a
bibpsias das lesões cutãneas inguinais por Dermatologia,
tendo sido feito o diagnostico de pênfigo vegetante (2°
biopsia). O exame histológico revelou acantolise, com
formação de bolhas suprabasais e a imunofluorescencia
os depósitos intercelulares característicos de IgG (Figura
6 e Tabela 1). A doente efectuou igualmente exames
complementares microbiológicos (Tabela 2), sericos (Ta-
O restante exame OK não apresentou alterações
de relevo, nomeadamente nas superfícies mucosas da
cavidade nasal, nasofaringe, orofaringe, hipofaringe
e laringe. Constatou-se igualmente ausência de lesões
cutâneas. Foi submetida a exame Oftalmológico e Gi-
necológico que foram normais. Na mesma altura efec-
tuou-se biopsia das lesões orais (Tabela 1). Uma semana
depois, constatou-se persistência da ulceração mucosa e
aparecimento na pele de ambas as regiões inguinais de
lesões de foliculite e de lesões eritematosas vegetantes
de centro ulcerado (Figuras 4 e 5). Fi g. 6 I
40 REVISTA PORTUGUESA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL

