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. Jacinta Borges, et al
crianças que falhassem nessa primeira fase. Estes auto- REFERÊNCIAS
res obtiveram uma taxa de falsos positivos de 3,5% na 1. Northern J; Downs M: Hearing in Children. 5nd. , USA,Copyright Lippin-
cotts Williams&Wilkins; 2002.
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primeira fase do rastreio . 2. Puig T, Municio A, Meda C: Universal neonatal hearing screening versus
Noutro estudo realizado nos Estados Unidos da selective screening as part of the management of childhood deafness,
Cochrane Database of Systematic Reviews, (2): CD 003731; 2005.
América, mais concretamente no Estado do Colorado, 3. Rodrigues P: Surdez Infantil: Rastreio e Perspectivas Médicas, in Perspec-
todas as crianças nascidas entre 1992 e 1999 foram ras- tivas na Integração da Pessoa Surda, (Coordenação Rui Nunes), Gráfica
de Coimbra, Coimbra; 2000: 21-80.
treadas num total de 148.240. A percentagem de falsos
4. Joint Committee On Infant Hearing 1994: Position Statement (on line),
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positivos encontrada foi de 2,2% . 1994, (consultado em Maio de 2005). Disponível em: www.jcih.org/
A existência de falsos positivos pode despoletar nos JCIH1994pdf.
5. Joint Committee On Infant Hearing 2000: Position Statement: Principles
pais momentos de ansiedade, interferindo supostamen- and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs,
te na relação de afectividade entre estes e o seu filho, Paediatrics, Vol. 106, Nº 4, 2000 (on line), 2004 Oct, (consultado em
Maio de 2005). Disponível em: www.jcih.org/JCIH2000pdf.
na medida em que um teste positivo para a deficiência 6. American Academy of Pediatrics Newborn and Infant Hearing Loss: De-
auditiva pode transtornar a harmonia da família e con- tection and Intervention, Pediatrics, 1999;103: 89-105.
7. Clemns C; Davis S; Bailey A: The false-positive in universal newborn he-
dicionar o seu futuro. Foi estudado o impacto dos falsos aring screening, Pediatrics; 2000 Jul; 106 (1): E7.
positivos num programa de RANU, concluindo que 9% 8. Kennedy C; KimmL; Thornton R; Davis A: False positives in universal ne-
onatal screening for permanent childhood hearing impairment, Lancet
das mães começaram a perspectivar o seu filho como
2000; 356 (9245):1903-4.
uma criança “diferente” e 14% delas relataram que fi- 9. Mason JA; Herrmann KR: Universal infant hearing screening by automa-
caram extremamente ansiosas até o seu bebé repetir o ted auditory brainstem response measurement, Pediatrics, 1998; 101(2):
221-8.
teste. Neste sentido, os autores recomendam a repetição 10. Mehl AL; Thomson V: The Colorado newborn hearing screening pro-
do teste imediatamente após a alta hospitalar, de modo ject, 1992-1999: on the threshold of effective population – based uni-
versal newborn hearing screening, Pediatrics. 2002; 109 (1): E7.
a esclarecer os casos positivos. Adiantam ainda, que a 11. Monteiro L; Calado V: Como Organizar um Rastreio Universal de Audi-
percentagem de casos positivos reduz drasticamente ção Neonatal, Revista Portuguesa de ORL, 2001;39(1):27-38.
neste segundo teste . A mesma opinião é partilhada por
7
outros investigadores, ao afirmar que a percentagem de
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falsos positivos precisa de ser reduzida .
A metodologia adoptada por nós paraceu-nos ade-
quada, já que o reteste, executado às duas semanas
permitiu eliminar os falsos positivos, e assim diminuir a
angústia dos pais.
Tendo em consideração que a idade do diagnós-
tico da deficiência auditiva é fundamental para o de-
senvolvimento linguístico, cognitivo, emocional e social
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da criança , torna-se imperativo continuar a instituir de
forma sistemática o RANU, independentemente das difi-
culdades inerentes ou que ainda possa surgir, de forma
a diagnosticar a deficiência auditiva antes dos três meses
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de idade e intervir antes dos seis meses .
Convém ressalvar que para a implementação do
RANU, devem ser assegurados todos os procedimentos
inerentes a este processo, nomeadamente a intervenção
e o seguimento clínico, educacional e psicológico, não
só das crianças (as principais beneficiários do processo)
mas, também, das suas famílias.
Este artigo surge como um meio de partilha da nos-
sa experiência, ainda que reduzida, por forma a incen-
tivar a implementação do RANU noutras instituições de
saúde públicas e privadas. Apelamos ao envolvimento
dos profissionais em causa, das autoridades de saúde
pública e da sociedade em geral, de modo a que o RANU
seja considerado como uma das prioridades do sistema
de saúde português.
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