Page 14 - Revista SPORL - Vol 46. Nº3
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. M. Branco-Ferreira, et al
PARÂMETRO ÍNDICE GLOBAL P ÍNDICE RESTRITO P 100.0% Máximo 340
MÉDIA MÉDIA 99.5% 328
(IC95% SE (IC95% SE
97.5% 252
DIF DIF
90.0% 180
SIGNIFICATIVA) SIGNIFICATIVA)
Sexo feminino 4,9 5,2 75.0% Quartil 130
(4,5-5,4) (4,8-5,7) 50.0% Mediana 90
Sexo masculino 3,7 4,1
25.0% Quartil 60
(3,3-4,2) <0,0001 (3,6-4,5) 0,003
10.0% 50
Tem dificuldades
12,8
em trabalhar/ 12,6 2.5% 41.7
(11,9-13,6)
estudar ... (11,8-13,5) 0.5% 30
3,8
Sem dificuldades 3,5
(3,5-4,1) 0.0% Mínimo 30
em trabalhar/ (3,2-3,8) <0,0001 <0,0001
Média 102.0
estudar...
Fumador activo 4,6 5,1 DP 53.8
Ex-fumador 5,2 5,2 EP 2.5
0,118
Não fumador 4,2 0,159 4,4 Super 95% Média 106.8
Status/Classe
Lnfer 95% Média 97.1
Alta 3,9 4,0
Média Alta 4,2 4,5 N 473
Média 4,2 4,6
Média Baixa 4,4 4,7 0,947 Quadro 6 | Valores do “peak-flow” inspiratório nasal
Baixa 4,6 0,903 4,9
Nº pessoas
agregado 4,7 4,7
1 4,3 4,6
2 4,3 4,7 Nº MÉDIA (IC95%) P
3 3,9 4,3 0,574 Sexo Masculino 202 117,0 (109,8-124,2)
4 4,9 0,371 5,2 Sexo Feminino 271 90,8 (84,6-97,0) <0,0001
5 ou + A (0<5) 284 102,5 (96,3-108,8)
B (5<10) 63 113,7 (100,4-127,0)
Região C (10<15) 91 99,3 (88,2-110,4) 0,0306
Norte D (15<20) 28 77,7 (57,7-97,6)
litoral0,57
Grande 4,5 4,9 Quadro 7 | “Peak Flow” nasal, sexo e grupos de congestão nasal
Porto 4,7 5,1
Interior 4,1 4,2
Centro 4,0 4,4
litoral 4,6 4,9
Grande 4,0 4,4 0,447
Lisboa 3,1 0,456 3,5
Alentejo
Algarve
Quadro 5 | Análise dos índices de congestão nasal com
as diferentes variáveis
DISCUSSÃO
A rinite é uma das doenças crónicas mais frequentes na ção, olfacto ou paladar e ainda alterações do sono e do
5,6
população dos países desenvolvidos e em Portugal vá- humor 18-20 . A proporção relativa entre os casos de rinite
rios estudos têm situado a sua prevalência acima dos alérgica e não alérgica tem sido estimada em cerca de
25% 9,10 . Um dos sintomas mais incomodativos é a obs- 3:1 21-23 , sendo a obstrução nasal referida em percenta-
24
trução nasal, referida em vários trabalhos como aquele gens semelhantes em ambos os grupos de doentes .
que os doentes com rinite mais gostariam de ver elimi- No entanto, a maioria dos estudos epidemiológicos
nado 6,18 e estando frequentemente associada a várias sobre rinite agrupa os vários sintomas nasais, sem de-
queixas secundárias como sensação de secura/irritação talhar a prevalência de um dado sintoma, neste caso a
na boca ou orofaringe, dor peri-ocular, respiração bucal, obstrução nasal. Acresce ainda que não existem inquéri-
cefaleias frontais, disfunção tubária, alterações da audi- tos validados que permitam definir qual a melhor forma
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