Page 49 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 44. Nº4
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SALEMA, L.; MENDE S A; Y R ODRIGUES A
-se os valores de p < 0,05 como estatisticamen- O número de respostas válidas (N) variou,
te significativos. Os valores de p referidos re- no grupo de professores, em cada um dos sin-
2
sultaram da aplicação do teste do x , que per- tomas, porque alguns deles não assinalaram a
mitiu testar a independência entre as variáveis ocorrência do mesmo, aquando do preenchi-
consideradas. mento do questionário.
No tratamento dos dados recorreu-se, tam- No sintoma garganta seca, o grupo dos pro-
bém, ao Microsoft Excel- versão Microsoft Of- fessores registou um valor isolado, assinalado
fice XP, para elaborar tabelas e gráficos, com com um asterisco (*): apenas um sujeito referiu
resultados estatísticos descritivos. nunca ter experimentado este sintoma.
O índice de frequência foi nível 1 («nunca»),
na escala utilizada.
RESULTADOS No grupo dos professores, a mediana dos
índices de frequência, para cada um dos sin-
Prevalência dos problemas de voz tomas, foi igual a 4 («algumas vezes»).
A prevalência dos problemas de voz foi Os sintomas: rouquidão, fadiga e descon-
mais elevada no grupo dos professores do que forto vocais surgiram com índices de frequên-
no grupo de controlo. cia mais elevados.
Todos os sintomas contemplados nos ques- 52% dos professores reportaram rouquidão,
tionários apresentaram uma mediana dos índi- 46,6% relataram fadiga vocal e 45,2% des-
ces de frequência igual a 4 («algumas vezes») conforto vocal, comparativamente com 31 ,5%,
no grupo dos professores. 20,5% e 28,7%, valores registados no grupo
A Figura 1 ilustra a frequência dos sintomas de controlo, para os mesmos sintomas, respec-
de problemas de voz, nos dois grupos estuda- tivamente.
dos. A fadiga e o desconforto vocais apresentam
uma menor dispersão dos valores, com índices
de frequência elevados sempre superiores ou
Sintomas de Perturbações de Voz iguais a 3 («raramente»).
sr-----------------------, A rouquidão, a tensão ao falar, a perda do
alcance da voz e a dificuldade em pro;ectar a
«< 5 voz foram sintomas também com elevados índi-
'(3
c: ces de frequência, no grupo dos professores,
cQ) com a maior parte dos sujeitos a referir índices
:::J
- de 3 a 5 (i.e., de «raramente» a «com frequên-
O" 4
!!?
Q)
-o 3 cia», respectivamente) .
Q) ·-
(.) No grupo de controlo registou-se uma maior
u
.E 2 dispersão e uma maior assimetria dos valores,
como é possível verificar pelas «caixas de bi-
•-- godes» com limites mais amplos (ver Figura 1 ).
--- Neste grupo, os índices de frequência dos
0 ~--------------------~ sintomas contemplados foram consideravelmen-
N • 72 68 70 70 71 71 71 73 72 73 73 73 73 73 te inferiores, quando comparados com os do
professores controlo
grupo dos professores.
No grupo de controlo, a mediana dos índi-
FIGURA 1. FREQUÊNCIA DOS SINTOMAS ces de frequência, para cada um dos sintomas,
DE PROBLEMAS DE VOZ, NOS DOIS GRUPOS ESTUDADOS
(PROFESSORES E CONTROLO}. foi igual a 3 («raramente»).
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