Page 48 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 44. Nº4
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PREVALÊNCIA DOS PROBLEMAS DE VOZ EM PROFESSORES DOS SEGUNDO E TERCEIRO CICLOS
DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO.
portuguesa, à amplitude da amostra e à meto- Inseriu-se uma questão em que o sujeito
dologia utilizada na recolha dos dados (ver tinha de referir qual a sua profissão.
Anexo 1 - Questionário aplicado ao grupo de Em relação aos potenciais factores de risco
professores e Anexo 2 - Questionário aplicado das perturbações vocais, consideraram-se as
ao grupo de controlo). que surgem referidas na literatura, com maior
Para avaliar a frequência de sintomas ou frequência2.5.
sinais de perturbações vocais, utilizou-se uma No entanto, acrescentaram-se também fac-
escala de Likert, de 1 a 5 , sendo: tores relacionados com as condições em que
1) «nunca», os grupos de professores e de controlo exerci-
2) «uma vez», am as suas actividades profissionais.
3) «raramente», Considerou-se, ainda, o estado de saúde ge-
4) «algumas vezes» e ral dos sujeitos, através de três questões relati-
5) «com frequência», respectivamente. vas a doenças que afectam as vias respiratórias
e à obrigatoriedade de tomar medicamentos,
Os si ntomas/sinais incluídos nos questioná- devido a problemas de saúde crónicos.
rios foram ao encontro dos que surgem referidos
na literatura (e.g., rouquidão, fadiga vocal, Procedimentos
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tensão ao falar) J.s. • · . Os questionários foram entregues e devolvi-
Para além desses, outros foram considera- dos presencialmente.
dos, com a preocupação de utilizar uma lin- O índice de respostas foi de 1 00%.
guagem que permitisse a todos os sujeitos des-
crever o que já haviam sentido. Análise estatística
Evitou-se a utilização de termos demasiado Os dados foram submetidos a análise esta-
técnicos ou científicos, dada a heterogenei- tística, utilizando o programa Statistical Packa-
dade da amostra, a nível académico. ge for the Social Sciences (SPSS) -versão 1 1 .5.
Foi incluída uma questão sobre a forma de N o estudo dos sintomas de perturbações vo-
resolver as queixas vocais. cais· elaboraram-se boxplots («caixas de bigo-
Essa pergunta apresentava quatro hipóteses des») para observar as assimetrias existentes
de resposta, permitindo algumas explicitações: entre os dois grupos estudados.
sempre que os sujeitos referiram o recurso a Os valores da moda e da mediana foram
remédios caseiros ou a um profissional de saú- mais pertinentes para avaliar a frequência da
de, indicaram quais. escala de Likert criada .
No questionário aplicado ao grupo de pro- As extremidades de cada «caixa de bigo-
fessores foi incluída a questão sobre as conse- des» foram do maior ao menor valor observa-
quências das perturbações vocais, i.e., iá alte- do, até 1,5 do comprimento da caixa .
rou actividades, na sala de aula, devido a um Cada caixa foi do percentil 25 até ao 75 e
problema de voz. a linha mais espessa indicou o valor da media-
N o questionário aplicado ao grupo de con- na, de acordo com a escala utilizada.
trolo, retiraram-se as perguntas relacionadas Os valores isolados foram assinalados com
com a especificidade sócio-profissional da do- um asterisco (*).
cência (i.e., anos de leccionação, disciplinas Foram obtidas as frequências das variáveis
leccionadas, número médio diário de horas de para que fosse possível visualizar as carac-
leccionação, formação específica na área da terísticas mais relevantes da amostra.
utilização da voz e necessidade de alterar as Estabeleceu-se, ainda, uma relação entre as
actividades na sala de aula). variáveis de maior relevância e consideraram-
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