Page 99 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 60. Nº3
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Figura 4
Técnica multilayer com pericôndrio e cartilagem septal em posição overlay
Figura 5 de 24kg/m2 e máximo de 32kg/m2). Apenas
Tecnica multilayer com retalho rodado de uma doente apresentava diabetes mellitus.
corneto médio
Nenhuma paciente tinha antecedentes
de cirurgia nasossinusal, traumatismo
crânio encefálico ou rinossinusite crónica
concomitantes. A rinorreia aquosa unilateral
e história de meningite foi a apresentação
clínica em todos os casos. A cefaleia foi sintoma
de apresentação em 2 dos 3 casos (66,7%). Não
se verificaram sintomas de obstrução nasal.
Em todos os casos foi detetada a presença de
beta-2 transferrina e glicose na rinorreia.
Foram identificados 4 defeitos da base do
crânio, sendo que uma doente apresentava
2 defeitos ósseos distintos, localizados
do defeito da base do crânio para permitir no teto etmoidal, que foram reparados
um suporte adequado para estabilização do simultaneamente. As fístulas foram
enxerto. O enxerto livre foi moldado de forma a identificadas ao nível da placa cribriforme
ser entreposto alguns milímetros entre o osso (50%) e teto etmoidal (50%), com maior
e a dura em todos os lados do defeito. A Figura frequência do lado direito (75%). Nenhuma
1 esquematiza a forma de interposição dos doente apresentava herniação de tecido
retalhos. As figuras 2, 3 e 4 mostram a forma de cerebral no momento da cirurgia. Nenhum
reconstrução dos defeitos ósseos empregue. Os doente recebeu DL como terapêutica
cuidados pós-operatórios incluíram as medidas adjuvante. O tamponamento nasal foi
gerais de redução da pressão intracraniana e removido 3 dias após a cirurgia, com alta
antibioterapia profilática com Ceftriaxone 1g em média 5,66 dias após a cirurgia, com um
de 12/12horas. tempo de internamento mínimo e máximo de
5 e 6 dias, respetivamente.
Resultados Não se verificaram complicações neurológicas,
Todos os pacientes eram do sexo feminino casos de meningite ou qualquer morbilidade
e idade média de 48,6 anos (intervalo 23-72 associada. O tempo médio de follow-up foi de
anos). O IMC médio foi de 28 kg/m 2 (mínimo 30 meses, sem evidencia de recidiva.
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