Page 95 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 60. Nº3
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Encerramento de fístulas LCR por
cirurgia endoscópica nasossinusal com
enxerto multilayer e retalho de corneto
médio
Artigo Revisão
Autores Resumo
Objetivo: Revisão da casuística de fístulas de LCR
Ricardo Costa nasossinusais e avaliação do tratamento com
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal reconstrução utilizando a técnica multilayer e
retalho pediculado no corneto médio por CENS.
Catarina Lombo Desenho do estudo: retrospetivo
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal Material e Métodos: revisão dos processos clínicos
Margarida Martins dos doentes submetidos CENS para encerramento
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal de fistulas LCR espontâneas
Resultados: Três casos de fístulas espontâneas,
Ângelo Fernandes do sexo feminino, com idade média de 48,6 anos
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal (intervalado 23-72 anos) com rinorráquia unilateral
e história de meningite. Foi pesquisada a presença
Francisco Moreira da Silva de glicose e b2-transferrina na rinorreia. O
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal estudo de imagem foi realizado através de TC
CE, TC e RM SPN. O defeito ósseo foi identificado
Rui Fonseca imagiologicamente em todos os casos. A lâmina
Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães, Portugal crivosa (50%) e o teto etmoidal (50%) foram os
locais envolvidos. O tratamento cirúrgico foi
realizado pela técnica multilayer com retalho
pediculado do corneto médio. Não se verificaram
recidivas após follow-up médio de 30 meses.
Conclusões: A correção cirúrgica de fístulas
espontâneas está indicada pelo risco de
complicações infeciosas intracranianas. A correção
cirúrgica por CENS com recurso à técnica multilayer
é uma forma segura e eficaz para o tratamento
destes defeitos.
Palavras-chave: fistulas LCR; base anterior do
crânio; fistula espontânea; retalho vascularizado
Introdução
As fístulas de líquido cefalorraquidiano
(LCR) nasossinusais resultam de um defeito
anatómico ósseo que coloca em comunicação
o espaço subaracnoideu e a cavidade nasal e
seios perinasais . 1
Correspondência: As causas mais frequentes são as traumáticas
Ricardo Costa
ricardojcosta458@gmail.com (70-80%), habitualmente por traumatismo
craniano acidental e as iatrogénicas
Artigo recebido a 8 de Março 2022. associadas a cirurgia nasal ou da base crânio.
Aceite para publicação a 20 de Junho de 2022.
As fístulas de LCR também podem ser
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