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e outras 2 crianças apresentavam patologia schwannoma do ângulo ponto-cerebeloso
gastrointestinal (esofagite eosinofílica e esquerdo, com queixas de disfagia,
refluxo gastrointestinal). Apenas 1 doente (6%) engasgamento e regurgitação nasal desde a
apresentava doença metabólica com alteração intervenção cirúrgica para remoção do tumor.
mitocondrial. Em três casos foi necessária a Foi colocada sonda nasogástrica (SNG) para
alimentação por sonda nasogástrica de forma alimentação.
parcial ou total. No exame otorrinolaringológico e FEES
Apresentam-se dois casos clínicos que verificou-se paresia do palato mole à
reforçam a utilidade e exequibilidade da FEES esquerda, impedindo a oclusão do palato,
em diferentes idades pediátricas. Os dois estase salivar acentuada com deficiente
casos realizaram também VFD que fornece limpeza de secreções após uma deglutição
informações complementares ao exame e aparente aspiração das mesmas. As cordas
endoscópico. vocais não apresentavam alterações de
mobilidade. Apresentava franca diminuição
Caso Cínico nº1: da sensibilidade faríngea e laríngea, com
Sexo masculino, 10 anos, diagnóstico de diminuição do reflexo da tosse.
Foi testada consistência pastosa que verificou
resíduo alimentar abundante, penetrância
Figura 1
FEES inicial caso nº1 laríngea, mesmo após sucessivas deglutições.
(Figura 1)
Foi acompanhado pela terapia da fala para
treino de deglutição, tendo melhorado
progressivamente ao longo de 3 meses.
Repetiu a avaliação por FEES, que mostrou
diminuição da estase salivar, com manutenção
de resíduo alimentar que desaparece após
sucessivas deglutições e pouca penetrância
laríngea. Não foi verificada aspiração laringo-
traqueal e foi possível retirar SNG em segurança.
(Figura 2)
Oclusão incompleta do palato mole (imagem
1.1); estase, penetrância e aspiração de
secreções para a glote na região aritenoideia
e comissura posterior (imagem 1.2); resíduo
e penetração de conteúdo alimentar sem
limpeza mesmo após sucessivas deglutições
(imagem 1.3 e 1.4)
Fase oral com características adequadas
(imagem 3.1); transição orofaríngea com
Figura 2 escape posterior, com atraso na elevação
FEES após treino da deglutição caso nº1 do complexo hio-laríngeo (imagem 3.2);
Insuficiência velo-faríngea, com refluxo de
contraste para a nasofaringe (imagem 3.3);
Segmento faringo-esofágico com moderada
alteração da contractilidade, com exuberante
estase a nível valecular e dos seios piriformes
(imagem 3.4).
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