Page 37 - Revista SPORL - Vol 46. Nº3
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veram-se diferenças estatisticamente significativas para SINTOMATOLOGIA ACTUAL (N=14) N %
a maioria das frequências (Fig.1).
Hipoacúsia 6 42,86
Sincinésia 4 28,57
Desequilíbrio/Vertigem 6 42,86
MÉDIA
Zumbidos 4 28,57
Limiares auditivos (Hz) Afectado (dB) Normal (dB)
Náuseas 1 7,14
500 28 21
Xerostomia 1 7,14
1000 32 20
Otalgia 0 0
2000 39 24
Nevralgia 0 0
4000 51 41
Disfagia 0 0
6000 58 44
Recorrência de Paralisia Facial 0 0
8000 62 45
Tabela 3 | Sintomas mais frequentes na avaliação actual ARTIGO DE REVISÃO REVIEW ARTICLE
Tabela 2 | Avaliação audiométrica no internamento. Hz: Hertz; dB:
decibel
Limiares auditivos (média) Dez doentes (71,4%) apresentavam paralisia facial
Hz inferior ou igual a grau II segundo a classificação de Hou-
500 1000* 2000* 4000* 6000* 8000*
0 se-Brackmann. Apenas um doente se apresentou com
10 um grau IV e nenhum com graus superiores a IV (Fig.2).
21 20
20
24
28
30 32
dB 39
40 41 44
45
50 51 Classificação House-Brackmann (n=14)
58
60 6
62 6
70
5
HZO C
4
FIG. 1 | Média dos limiares auditivos entre o ouvido afectado pelo 4
HZO e o contralateral no episódio inicial. * p<0,05. C: ouvido
3
contralateral; p –valor de significância; Hz: Hertz; dB: decibel 3
2
Um internamento curto, até 10 dias, foi o mais co- 1
1
mum (87%) e a mediana foi de seis dias, num mínimo
de três e máximo de 39 dias. Este caso não se deveu à 0 0 0
Grau I Grau II Grau III Grau IV Grau V Grau VI
paralisia facial em si, mas por doença cérebro-vascular e
FIG. 2 | Grau de paralisia facial actual segundo a classificação de
outras co-morbilidades do doente. House-Brackmann
Todos os doentes realizaram antivíricos, 16 (70%)
fizeram corticoterapia com prednisolona e 11 pacientes
(48,8%) foram medicados com diversos anti-inflamatórios O timpanograma recente de todos os doentes foi do
não-esteróides (AINE). Cerca de 65% dos doentes inicia- tipo A. A comparação das médias dos limiares auditivos
ram terapêuticas por Medicina Física e Reabilitação. do ouvido afectado, respectivamente entre o episódio de
Todos os doentes acima descritos foram convocados internamento e a actualidade, revelou que apesar da recu-
via telefone e por carta. Destes, 14 (60,9%) concorda- peração de audição do ouvido afectado, o nível médio das
ram participar no nosso estudo, dois tinham falecido altas-frequências não é normal. Verificou-se igualmente o
(por outras causas) e sete não responderam. mesmo com a diferença entre a média dos limiares nos dois
A tabela 3 resume a sintomatologia destes 14 do- ouvidos (afectado e contra-lateral) de cada um dos doentes
entes à data do inquérito. As principais queixas foram durante o episódio e à data de reavaliação (Figuras 2 e 3).
hipoacusia (42,9%), desequilíbrio/vertigem (42,9%),
zumbidos (28,6%) e sincinésia (28,6%). Nenhum doente
mencionou recorrência de paralisia facial, disfagia, ne-
vralgia ou otalgia.
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