Page 24 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 44. Nº4
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IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE CEFALOMÉTRICA NO DIAGNÓSTICO
DA SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUT IVA DO SONO.
A eficácia do tratamento cirúrgico, em ter-
mos gerais, nem sempre se tem apresentado de
forma satisfatória, porém tem evoluído junta-
mente com a fiabilidade das técnicas de diag-
nóstico etiológico, ou seja, com a correcta
identificação do sítio obstrutivo das VAS.
Alguns métodos diagnósticos têm sido cada
vez mais utilizados com este objectivo, encon-
trando-se entre eles com destaque a Análise
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Cefalométrica . •
ANÁLISE CEFALOMÉTRICA
NO DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
DA SAOS
O perfil radiográfico cefalométrico é um
exame habitualmente utilizado no diagnóstico,
FIGURA 1: RX CEFALOMÉTRICO
visualização e controlo de tratamento das dis- DO PERFIL CRANIO -FACIO-CERVICAL,
COM SOBREPOSIÇÃO DE ANÁLISE DIGITAL,
morfias craniofaciais. PARA AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA ESQUELÉTICA,
TECIDOS MOLES E CA LIBRE DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES.
Obtida em condições especiais, esta ima-
(NEMOCEF ®).
gem tem a particularidade de se poder obser-
var nela simultaneamente estruturas com radio-
lucências distintas.
Ao ser captada em condições standard, e
Alterações anatómicas às normas angulares
existirem parametrizadas as medidas norma ou lineares dessas estruturas que concorram
para as diferentes estruturas craniofaciais, esta
para o estreitamento das VAS podem predispor
imagem presta-se à análise e comparação sem-
o paciente à síndrome da apneia obstrutiva do
pre com referência aos desvios da norma. sono.
Trata-se ainda de um meio de diagnóstico
Algumas dessas alterações têm sido através
de fácil acesso, barato, manuseado com bai-
deste meio de diagnóstico, sistematicamente in-
xas doses de radiação e de fiabilidade com-
vestigadas, no sentido de ser encontrada a sua
provada.
ligação à gravidade da doença.
Pela análise cefalométrica desse Rx (Fig. 1) Assim, Rivlin e col. 14 utilizando a análise cefa-
e mediante o uso de medidas angulares, linea-
lométrica, puderam encontrar d iferenças signifi-
res ou cálculo de áreas, podem obter-se medi-
cativas entre a área da faringe em pacientes
das da base do crânio, posição relativa de
com SAOS e uma população controlo .
ambos os maxilares, do osso hioide e de todas
Enquanto nos primeiros a área encontrada era
as estruturas cranio-cervico-faciais, incluindo a
de aproximadamente 3 .7 cm2, nos indivíduos
inclinação da charneira occipito-vertebral.
sem evidência desta patologia era de 5.3 cm2.
Também os tecidos moles que delimitam o
Diferenças significativas foram também
espaço aéreo da faringe podem ser visualiza- encontradas no comprimento do palato mole,
dos e medidos bem como as dimensões da lín-
que em apneicos media em média 48 mm,
gua, espessura e comprimento do palato mole enquanto em indivíduos controlo se ficava
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e úvula e respectivas áreas · • pelos 35 mm.
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