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FIGURA 3 doentes submetidos a dissecção ganglionar electiva.
Volume-alvo (PTV2) Por isso, alguns autores defendem a realização de
dissecção ganglionar cervical electiva para todos os
doentes devido às incertezas de factores preditivos para
a existência de metástases ocultas , enquanto outros
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defendem o seu uso na existência de paralisia do nervo
facial, tumores de alto grau, idade avançada, invasão
peri-linfática e extensão extra-parotídea . No subgrupo
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dos carcinomas mucoepidermóides de baixo grau, o
risco de metástases ganglionares é baixo, pelo que a
necessidade de dissecção ganglionar cervical electiva é
discutível, podendo ser omitida se clinicamente houver
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fortes indícios de se tratar de um N0 .
Por outro lado, na ausência de gânglios positivos
e se os outros factores de prognóstico indicarem a
necessidade de PORT, a dissecção electiva ganglionar CASO CLÍNICO CASE REPORT
cervical poderá ser omitida e, nesse caso, as regiões
ganglionares também serão irradiadas . A escolha
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entre RT ou dissecção electiva continua a ser objecto
de controvérsia. Al-Mamgani et al. mostraram ligeira
deterioração da qualidade de vida nos doentes
FIGURA 4 submetidos a dissecção electiva quando comparados
Campos de irradiação do PTV2 com os doentes submetidos a RT electiva .
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Diversos estudos mostram um aumento significativo
do controlo loco-regional, da sobrevivência livre de
doença (DFS) e da sobrevivência global (OS) com o
uso da cirurgia e da PORT, quando comparadas com
qualquer uma das modalidades isoladas 12,13 . A PORT é
recomendada nos tumores T3–4, envolvimento ósseo,
invasão perineural, tumores de alto grau, metástases
ganglionares cervicais, ressecções incompletas ou com
margens insuficientes .
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Richter et al. mostraram um excelente controlo local
a longo prazo, com morbilidade muito baixa, em
doentes submetidos a PORT com tumores da parótida
pequenos, de baixo grau e com margens positivas ou
insuficientes (≤ 5mm). Mantém-se incerto se, nestes
casos, é preferível a observação ou a RT, contudo os
dados são a favor da PORT . Stodulski et al. mostraram
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que os factores que mais influenciavam a DFS aos 5 anos
DISCUSSÃO eram a infiltração da mandíbula, do nervo facial e da
Cerca de 2 a 3% das neoplasias das glândulas salivares pele, sendo os factores de prognóstico independentes
ocorrem em doentes de baixa faixa etária, dos quais mais significativos a idade, o estadiamento clínico e as
50% têm tumores malignos. A maioria está localizada à metástases ganglionares cervicais. Realçam ainda que a
glândula parótida, sendo o carcinoma mucoepidermóide invasão do espaço parafaríngeo é também um factor de
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o predominante, sobretudo nos doentes jovens . mau de prognóstico da doença .
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A técnica cirúrgica depende da localização, da extensão Acerca dos carcinomas mucoepidermóides (MEC),
do tumor primário e da presença ou não de adenopatias Ghosh-Laskar et al. revelaram que, na análise univariada,
loco-regionais. Na ausência de envolvimento do nervo o grau histológico, a invasão perineural, a paralisia do
facial a cirurgia com preservação do facial (ou pelo facial e o estadiamento ganglionar cervical afectaram a
menos parcialmente) seguida de PORT é o tratamento OS negativamente, contudo não foi de modo significativo
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preferencial. O tratamento cirúrgico também inclui a na análise multivariada . No entanto, de forma geral,
dissecção ganglionar cervical, no caso de haver gânglios a PORT está recomendada nos MEC de alto grau e de
clinicamente positivos . Contudo, a dissecção electiva acordo com o risco de recorrência nos doentes com
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nos doentes N0 não é consensual. Armstrong et al. tumores de baixo risco e de risco intermédio.
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observaram doença ganglionar oculta em 38% dos O tratamento por radiações deve ser realizado com
radioterapia conformacional tridimensional (3D-CRT)
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