Page 54 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 50. Nº2
P. 54

inexperiente em técnicas de endoscopia .           11.Lund VJ. Fronto-ethmoidal mucoceles: a histopathological analysis.
                                           1
         A  reconstrução  óssea  espontânea  após  lesões  líticas   J Laryngol Otol. 1991; 105: 921-923.
         pode ser observada pela realização subsequente de   12.Takasaka T, Onodera A, Sato M. Electron microscopic studies of the
         exames de imagem. Esta reconstrução relaciona-se com   postoperative maxillary cyst. J Otolaryngol Soc Aust. 1979; 4: 331-334.
                                                            13.Lund VJ, Harvey, Meghji S, Harris M. Prostaglandin synthesis in the
         a  actividade  osteoblástica  e  estimulação  trófica  pela   pathogenesis of fronto-ethmoidal mucoceles. Acta Otolaryngol. 1988;
                                                      4
         mucosa que se deixou intacta após marsupialização .   106: 145-51.
         Lund et al 11,13 , propõem que a osteólise observada nesta
         patologia é causada pelo desequillíbrio entre a secreção
         de factores osteolíticos e osteoblásticos, favorecendo o
         primeiro. Reestabelecendo os mecanismos de drenagem
         e fluxo de ar, a remodelagem neoosteogénica recomeça.

         CONCLUSÃO
         Os mucocelos dos seios perinasais, apesar de
         apresentarem características benignas, podem originar
         complicações por invasão de estruturas adjacentes,
         nomeadamente órbita e base do crânio. A clínica, muito
         variável, pode indicar o diagnóstico, mas os exames de
         imagem são necessários para delimitar a extensão do
         mucocelo.
         As evidências clínicas na literatura favorecem a
         abordagem endoscópica dos mucocelos dos seios
         perinasais, apresentando resultados a longo prazo de
         taxas de recorrência de zero ou perto de zero, sendo
         que a marsupialização endoscópica  revela-se também
         segura e viável no tratamento cirúrgico de lesões com
         erosão da base do crânio ou da órbita.

         Referências bibliográficas:
         1.McMains  KC,  Kountakis  SE.  Fronto-orbital-ethmoid  mucoceles.
         Operative techniques in otolaryngology. 2006; 17: 19-23.
         2.Fu CH, Chang KP, Lee TJ. The difference in anatomical and invasive
         characteristics  between  primary  and  secondary  paranasal  sinus
         mucoceles. Otolaryngol Head Neck Surg. 2007; 136: 621-625.
         3.Lee  KC,  Lee  NH.  Comparison  of  clinical  characteristics  between
         primary and secondary paranasal mucoceles. Yonsei Med J. 2010; 51:
         735-739.
         4.Serrano  E,  Klossek  SM,  Percodani  J,  Yardeni  E,  Dufour  X.  Surgical
         management of paranasal sinus mucoceles: a long-term study of 60
         cases. Otolaryngol Head Neck Surge. 2004; 131: 133-140.
         5.Marks SC, Latoni JD, Mathog RH. Mucoceles of the maxilary sinus.
         Otolaryngol Head Neck Surg. 1997; 117: 18-21.
         6.Busaba NY, Salman SD. Maxillary sinus mucoceles: clinical
         presentation and long-term results of endoscopic surgical treatment.
         Laryngoscope. 1999; 109: 1446-1449.
         7.Kennedy DW, Josephson JS, Zinreich J, Mattox DE, et al. Endoscopic
         sinus surgery for mucoceles: a viable alternative. Laryngoscope. 1989;
         99: 885-895.
         8.Sautter NB, Citardi MJ, Perry J, Batra PS. Paranasal sinus mucoceles
         with  skull-base  and/or  orbital  erosion:  is  the  endocopic  approach
         sufficient?  Otolaryngol Head Neck Surg. 2008; 139: 570-574.
         9.Har-El G. Endoscopic management of 108 sinus mucoceles.
         Laryngoscope. 2001; 111: 2131-2134.
         10.Har-EL G, Balwally NA, Lucente FE. Sinus mucoceles: is
         marsupialization  enough?  Otolaryngol  Head  Neck  Surg.  1997;  117:
         633-640.



      152  REVISTA PORTUGUESA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL
   49   50   51   52   53   54   55   56   57   58   59