Page 51 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 50. Nº2
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posterior e inferior. Os achados foram confirmados por FIGURA 3
RMN (sem contraste) que revelou um seio frontal direito RMN corte coronal, T1 – Mucocelo do seio esfenoidal direito
sem extensão intracraniana
alargado e preenchido por tecido hiperintenso em T1 e
hipointenso em T2, que remodela o osso e determina
pequenas áreas de disrupção focal da cortical óssea, na
parede posterior do seio frontal e no tecto orbitário.
Tem expressão extra-cónica superior e condiciona
moldagem/desvio inferior do músculo recto superior e
exoftalmia direita.(Figura 2)
ARTIGO DE REVISÃO REVIEW ARTICLE
FIGURA 2
RMN corte coronal, T2 – Seio frontal direito preenchido por
tecido hipointenso (seta) que condiciona moldagem do múscu-
lo recto superior
Caso 5 – Mucocelo maxilar
Doente sexo masculino, 31 anos, raça caucasiana,
sem antecedentes pessoais ou cirúrgicos de relevo.
Observado em consulta ORL por quadro clínico de
cefaleias esporádicas periorbitárias esquerdas com um
FIGURA 4
TC axial revelando dilatação do seio maxilar esquerdo com
destruição da sua parede anterior e extensão ao tecidos moles
da face
Caso 4 – Mucocelo esfenoidal
Doente do sexo feminino, 24 anos, raça caucasiana,
sem antecedentes pessoais ou cirúrgicos de relevo.
Foi observada em consulta ORL por apresentar queixas
esporádicas de cefaleia frontal desde há dois anos com
agravamento progressivo. Ao exame objectivo sem
alterações de relevo. Pela persistência da sintomatologia
a doente realizou TC dos seios perinasais revelando
a presença de dilatação do seio esfenoidal direito,
com diminuição da espessura da sua parede externa,
preenchimento por conteúdo de densidade de tecidos
moles, não captando contraste. Para avaliação da
extensão à cavidade intracraniana foi realizada RMN
que excluiu a presença desta. (Figura 3)
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