Page 81 - Revista SPORL - Vol 43. Nº3
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JOÃO ALMEIDA, CLARA CAPUCHO, CARLOS RUAH, ANTÓNIO ESTANQUEIRO, MADEIRA DA SILVA
Deve-se sempre excluir outras causas de dis-
fagia, nomeadamente neoplásicas ou neuro-
musculares.
Embora muitos doentes sejam tratados cirur-
gicamente, as medidas dietéticas e anti-infla-
1
matórios podem ser previamente ponderados •
CASO CLÍNICO
Indivíduo do sexo masculino, com 69 anos,
com história de disfagia para sólidos com
cerca de 6 anos de evolução, associada a sen-
sação de corpo estranho na hipofaringe, epi-
sódios de aspiração de alimentos e acentuada
rigidez cervical, sem perda de peso, dispneia
ou disfonia.
O doente tinha diminuição da mobilidade
cervical.
N a laringoscopia indirecta verificou-
-se um abaulamento da parede posterior da
hipofaringe, com redução acentuada do FIGURA 2 - RADIOGRAFIA SIMPLES DE PERFIL
DA COLUNA CERVICAL PRÉ-OPERATÓRIA
lúmen, não se visualizando a laringe (fig. 1 ).
MOSTRANDO O OSTEOFITO EM C3-C4.
FIGURA 1 - LARINGOSCOPIA COM LARINGOSCÓPIO
HOPKINS DE 70" PRÉ-OPERATÓRIA. FIGURA 3 - RADIOGRAFIA DE PERFIL DA COLUNA CERVICAL,
DURANTE DEGLUTIÇÃO DE PAPA BARITADA,
MOSTRANDO O OSTEOFITO EM C3-C4 CONDICIONANDO
ESTENOSE ACENTUADA AO NÍVEL DA HIPOFARINGE.
Não se detectaram outras alterações de
relevo no exame objectivo. A endoscopia digestiva alta revelou mor-
N a laringoscopia com fibroscópio por via fologia esofágica normal, gastrite antral e bul-
transnasal visualizou-se laringe normal. bite erosiva.
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