Page 55 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 41. Nº2
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IMPORTÃNCIA DA CAFEÍNA, NICOTINA E ETANOL NA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO
Nnn/ Orofannge Lunngc
monitorização confinuo durante o sono do
electroencefologramo, electrooculogromo, elec-
Fluxo aéreo —> Pressão xmpmnonu
tromiogromo e electrocordiogromo3,
No opneio obstrutiva do sono (AOS) ho umo
FIGURA 2: ESTREI‘I’AMENTO oo mmo mma"
porogem do fluxo nosobucol, porsistindo os
movimentos téroco-obdominois. E mois fre-
quente e prolongado no fase REM'W. Até um
Considerando este dodo, temos pois que
número de 5 apneias/horo de sono n60 é con-
valorizar os condicionantes anatómicas do
siderodo potolégico. Os movimentos tóraco-
indivíduo que determinom umo moior probo-
abdominais estão ausentes quando o opneio é
bilidode de obstruçõo do fluxo aéreo. O mor-
de origem central. Considera-se opneia misto
fofipo mois comum é o do doente obeso, de
quondo ho umo opneio central que se prolon-
face olorgodo, boco pequeno e pescoço curto.
go como umo opneio obstrutivo3.
No veloforinge, o tamanho oumentodo dos
O sindromo do opneio do sono caracteriza-
omigdolos, o distância curto entre os pilores
se por múltiplos opneias obstrutivos ou mistas
omigdolinos, o dimensão elevodo e o boixo
ossociodos o episódios repetidos de roncopotio
tonicidode do véu do polodor e o úvulo gronde
e microdespertores‘z. Consoante o número de
e flácida sõo focfores condicionantes de con-
episódios de opneio podese classificar esto situ-
strição e como tol de limitação do fluxo aéreo.
ação em ligeiro (15-30 opneios/horo de sono),
No faringe retro-bosi-Iinguol os principais
moderodo (30-50 opneios/horo de sono) ou
condicionantes anatômicos são o hipertrofia
grave (mois de 50 opneios/horo de sono)”,
amigdalino boixo, o hipertrofia dos omigdolos
segundo o Americon Sleep Association.
linguois, umo mosso musculor excedentorio do
A AOS é o resultado de um fenómeno neu-
base do língua ou uma retroposiçõo lingual.
rológico e dum fenómeno físicoº.
Quando se verificam estes factores nos estru-
A componente neurológica explico-se por
turas colapsóveis do vio oéreo, podemos
umo diminuição do reforço tônico inspirotério
encontrar uma alteração no fluxo, com oumen-
do musculatura fcríngeo, verificada durante o
to do velocidode oo nível do constrição e
sono normal. Durante o sono, o actividade dos
quedo do pressão o esse nível, até ocorrer o
músculos dos vios oéreos superiores estó dimi-
obstrução completo, influenciado pela pressão
nuido‘. O fenómeno físico pode ser ilustrado
negotivo oroforingeo3. A grovidez, porque os-
pelo lei de Bernoulli: o débito constonte, o
sociodo o aumento de peso, edema difuso do
pressão exercido pelo or nos poredes do oro
faringe e alterações no actividade do muscu-
faringe é inversamente proporcional o veloci-
loturo dilofodoro do faringe, também está osso—
dode, ou seio quando o or se escoo através do
ciodo o AOSº.
orofaringe com umo constrição, o velocidode
Apesar de terem menor importância neste
do or é moior no constrição e o pressão nos
contexto, deve—se ter em confo o observação
poredes do orofaringe é menor naquele
de onomolios nos fossas nosois ou no laringe
ponto“. A ilustração esquemática deste enun-
que deferminem qualquer grou de obstruçõoª.
ciado pode ser verificada nos figuras 1 e 2".
As principois consequéncios dos opneios do
sono verificom-se o nível cordiovosculor e neu-
Num Oroínrlngc [.;mngc
rológico (Figuro 3)”.
Há uma hipertensão pulmonar explicodo
pela contracção muscular orteriol pulmonor
que se instala em resposta o hipóxia e tombém
FIG. I :INDNÍDUO NORMAL"
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