Page 12 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 41. Nº2
P. 12
ISABEL CARVALHO. JOÃO T PEREIRA, ALMEIDA memo
veiCulos em circulação e, consequentemente, As imunoglobulinas presentes nos secreções
oumenvo do contocto com os residuos de com. do mucosa de reveslimemo permitem o neu-
bus'õo. trolizocoo de bactérias e vírus, que atingem o
Quanto oo estilo de vida, o trabalho femini- covidode sinusal o partir do noriz.
no determinou o frequência, coda vez mois Os onticorpos do classe IgA representam
precoce, dos crianças em infantários, o que % dos imunoglobulinas locais, hovendo um
levou o um gronde oumento nos indices de incremento no início dos episódios infecciosos;
infecções respiratórios. Nos creches e infan- já os IgG aparecem no Íose tordio dos quodros
tários, o transmissão de ogentes viricos esté infecciosos.
Íociliiodo, determinando umo prevoléncio de O sistemo mucocilior ogrego e Ironsporto
quadros respiratórios, cinco ou mais vezes su particulas e microorganismos em direcção à
perior o verificado entre crianças no domicílio, covidode nosol, drenondo os secreções.
A protico do notação, codo vez mois fre Um fedor fundamental para o funcionali—
quente no população infantil e em crianças dode do sistemo de defesa é o potência dos
codo vez mais jºvens oconeto, muitas vezes, óstio. Quando há obstrução (: drenagem e ocu-
irritação o mucosa rinossinusol. muloçõo de secreções inlro-sinusois, verifico-se
O nobolho externo dos mães teve ºutros o oporecimen'o de inflamação do parede
implicações, como o desmame precoce com sinusal. ( Quadro l).
Introdução do Iene de voco e o utilização de
olimentos mdustriolizodos, compostos por odi-
Guodrol
tivos, que propiciam o ocorréncio de olergios
Aheroçõo no potência dos óstio
alimentares com um possível impacto nos quo—
dros respiratórios.
Obs'ruçõo do drenagem
Factores que parecem explicar o oumento
e acumulação de secreções introsinusois
do frequéncio do sinusite ogudo nos úhimos 3 -
4 décadas são o aumento reol no ocorrência
Muhiplicoçõo de microorganismos
dos rinossinusites e o atenção progressivamente
comensais do covidode nosol
monor, por parte dos olorrinoloringologistos e
pediatros, para esse aumento.
Inflamação do porede sinusal
FISIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA
DOS SEIOS PERINASAIS:
As principais bactérias envolvidos são os
Os seios maxilares e etmoidois estão pre oérobios como o Streptococcus pneumoniae,
semes oo nascimento, embora de dimensões Haemophilus influenzoe e Moroxello cotorrholis,
reduzidas, enquomo os seios frontais e com meiº! poder patogénico que habitualmen-
esfenoudo-s começam o seu desenvolvimento o te, colonizom o covidode nosol.
pornr dos 3 onos de idode. Os seios perinosois Nos cosos de obsnuçõo prolongado, po
recebem o ar inspirado, que vem pelo noriz, dem-se desenvolver mfecções por Staphylococ-
para aquecimento e Íilvroçõo. cus oureus e bactérias anaeróbios.
A untegndode onotémico e funcional dos Nos imunodeÍicientes e diabéticos ocorrem,
senos pennosois depende do sistemo imu- por vezes, infecções por fungos.
mtono, umo vez que, gases irritantes, particu- A fisiopatologia dos rinossinusives é deter-
los em suspensão no ar e micromgonismos têm minado por factores inerentes o crionco (sisté
acesso o estos cavidades. micos e locais) e por foctores ambientais.
,,,, nx _—7 , , -,

