Page 28 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 63. Nº2
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traumática iatrogénica (30%) e traumática         apenas um caso de fístula de LCR traumática
          não iatrogénica (10%). A drenagem lombar foi      iatrogénica.  O  material  mais  utilizado  na
          colocada em quase metade dos doentes.             camada  underlay foi a duramáter sintética
          A  fluoresceína  intra-tecal  foi  administrada   (13 casos). Outros materiais utilizados foram
          no peri-operatório em 13 doentes, sobretudo       enxertos livres de fascia e retalho pediculados
          nos casos de defeito da lamina crivosa.           de  fáscia.  Os  enxertos  livres  de  mucosa
          Quase sempre que se utilizou fluoresceína foi     nasal foram os mais utilizados na camada
          colocada  drenagem  lombar.  No  total  foram     overlay (21 casos), seguidos pelos retalhos
          reparadas via cirurgia endoscópica 30 fístulas    vascularizados, nomeadamente o retalho
          de LCR da base anterior do crânio.                nasosseptal (7 casos). Utilizou-se uma média
          A técnica cirúrgica mais utilizada foi a under-   de 3,9 ± 1,2   camadas por doente, sendo que
          overlay (19 casos), seguida pela técnica          o número mínimo de camadas foi de 1, e o
          overlay (10  casos). A  abordagem  combinada      máximo  de  6  camadas.  Todos  os  materiais
          (endonasal e endocraniana) foi utilizada em       utilizados no encerramento  dos defeitos da
                                                            base anterior do crânio, incluindo a cola de
          Figura 2                                          fibrina  e  o  Surgicel®, foram contabilizados
          Distribuição das fístulas de LCR por etiologia
          (N=30).                                           na contagem das camadas. Foi colocada
                                                            drenagem lombar em 48,3% dos casos. A
                                                            fluoresceína intra-tecal foi utilizada em 43,3%
                                                            dos casos, tendo sido utilizada sobretudo
                                                            nos casos em que o defeito na base anterior
                                                            do crânio se localizava na lâmina crivosa do
                                                            etmoide. Foi colocada drenagem lombar em
                                                            92,3% dos casos em que foi administrada
                                                            fluoresceína  intra-tecal.  O  tamponamento
                                                            utilizado na maioria dos casos foi o Merocell®
                                                            (63,3%). Houve recorrência de rinorráquia em
                                                            2 casos. Num dos casos não foi necessária
                                                            re-intervenção  cirúrgica,  tendo  a  rinorráquia
                                                            resolvido com colocação de Surgicel® sobre o
                                                            local de encerramento do defeito e drenagem
                                                            lombar. O segundo caso, tratava-se de uma
                                                            doente do sexo feminino de 69 anos, com uma
                                                            fístula de LCR espontânea complicada de
                                                            meningite bacteriana. A TC SPN evidenciou



          Figura 3
          Materiais mais utilizados na técnica underlay (Fig.3A) e overlay (Fig.3B)




















      132  Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia - Cirurgia de Cabeça e Pescoço
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