Page 20 - Revista SPORL - Vol 47. Nº1
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Carla d'Espiney Amaro, et al
Fig. 3 I A, B e C. Incisão com translocação facial por tumor no estadio IIIB.
Idade Duração IIIA (2 doentes) e 1113 (1 doente). Num dos doentes não
N' diagnóstico Sintomas (meses) foi possível obter a informação sobre o estadio do tumor
1 IIC X RD
2 IIIA X RD pelos processos clínicos.
4 IIIA RD Nos casos de persistência todos os doentes (85•7°/0)
5 ? RD. TP
6 IIB X RD excepto um foram submetidos a angiografia com embo-
7 IA X RD lização prévia.
8 IIC X RD
9 116 X RD Em 3 doentes (11.1%), registou-se recidiva do tu-
10 IIIA X RD
11 IIC X RD mor. Um dos tumores encontrava-se no estadio pré-ope-
12 ? X RD ratório IIC e 2 tumores no estadio IIIA. Apenas um havia
13 IB X RD
14 IA RD sido submetido a angiografia com embolização antes da
15 ? RD cirurgia.
16 IIC X RD
17 IIIA X RD
18 IIIA RD, MDG
19 IA RD
20 IIB RD TRATAMENTO NOS CASOS DE PERSISTÊNCIA (7 DO-
21 IIIA X
22 IIIA RD ENTES) (TABELA V)
23 IIC RD Em 2 (n" 1 e 16) dos doentes constatou-se persistência
24 ? RD
25 IA RD de tumor ao ilk/el da choana e cavum. Foram ambos
26 IIA RD
27 IIIB X PA submetidos a uma segunda cirurgia para excisão por via
28 IIIB X TLF transpalatina. Verificou-se posteriormente recidiva da le-
são num dos doentes. Por se manter assintomatico, op-
TABELA IV. O Estadio dos doentes e tratamento inicial dos mes-
mos incluindo existência (marcado com x) ou não de emboli- tou-se pela vigilância com realização de RM (ressonância
zação prévia. magnética) seriadas, não tendo havido crescimento do
RD - Rouge-Denker, TP - Transpalatina, MFG - N/ficifaclal Degloving, tumor até cerca de 3 anos de "follow-up". Ambos ti-
PA - Pré-auricular subternporal, PLN - Paralateronasal com incisão nham sido submetidos a angiografia com embolização
mediolabial de Weber-Fergusson, ETN - Endoscápica transnasal; ILF prévia a primeira cirurgia.
- Translocacão facial.
Em 2 (n' 10 e 13) dos doentes com persistência do
tumor procedeu-se a uma segunda cirurgia por via pa-
ralateronasal (fig 4). Um dos doentes apresentava tumor
na nasofaringe e na fossa pterigoplatina, outro doente
PERSISTÊNCIA/ RECIDIVA E TRATAMENTO na nasofaringe. No primeiro doente obteve-se excisão
(TABELA V) completa do tumor sem recidiva. No Ultimo doente hou-
Os autores deste trabalho consideraram persistência ve recidiva na fossa pterigopalatina e fossa infratempo-
quando não se obtinha excisão completa do tumor e ral mantendo-se até a última observação assintomatico.
recidiva quando se observava reaparecimento do tumor Nestes 2 casos houve também angiografia com emboli-
para alem dos 12 meses a seguir a cirurgia após excisão zação prévia na la cirurgia.
completa do mesmo. Por extensão da lesão a fossa craneana anterior e ao
Em 7 doentes (25.9"/o), verificou-se excisão incom- seio cavernoso, num dos doentes (n' 27) optou-se pela
pleta do tumor. Os tumores nos casos de persistência en- realização de radioterapia externa convencional, na dose
contravam-se nos estadios IB (1 doente), IIC (2 doentes) total de 55.8 Gy (1.6 Gy por dia em dias sucessivos).
18 REVISTA PORTUGUESA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CERVICO-FACIAL

