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a manifestações clínicas como a sonolência Berlim e Escala de Sonolência de Epworth
excessiva diurna e cefaleias matinais, sendo aquando da realização do estudo com PSG
nesse caso classificada como síndrome de tipo III, no Serviço de Otorrinolaringologia
apneia obstrutiva do sono. 1 do Hospital Garcia de Orta – Centro de
A AOS é uma entidade com elevada prevalência, Responsabilidade Integrada.
variando entre 6% nos adultos jovens até 47% Todos os doentes completaram adicionalmente
nas faixas etárias mais elevadas. Apesar de um questionário com informação demográfica
2,3
ser uma patologia comum, é frequentemente (idade, género), peso, altura, hábitos tabágicos,
subdiagnosticada. 4 uso de medicação sedativa ou indutora de
Está associada a várias patologias, nomeada- sono, número de fármacos anti hipertensores
mente: obesidade, hipertensão arterial, utilizados, trabalho por turnos, actividades
diabetes mellitus, acidentes vasculares de risco (condutor profissional ou operador
cerebrais, arritmia, insuficiência cardíaca e de máquinas), número de acidentes de
neoplasias. Os doentes com AOS também viação no último ano, sintomas nocturnos
4-6
apresentam risco mais elevado de acidentes (número de vezes que acorda para ir ao W.C.,
de viação e ocupacionais. 1,4 dificuldade em conciliar sono após acordar
Apesar da utilização de ferramentas durante a noite), sintomas diurnos (cefaleia
de diagnóstico como o questionário de matinal) e outras patologias associadas,
Berlin, o questionário STOP-BANG e a designadamente: hipertensão arterial (HTA),
Escala de Sonolência de Epworth serem diabetes mellitus, insuficiência cardíaca,
frequentemente utilizadas como indicadores enfarte agudo do miocárdio prévio, fibrilhação
de presunção para AOS, os estudos acerca da auricular, acidente isquémico transitório (AIT)/
sua capacidade diagnóstica nestes doentes acidente vascular cerebral (AVC) prévios e
são controversos. 7 neoplasia.
Tradicionalmente a polissonografia (PSG) Foi realizada posteriormente a consulta do
nível I tem sido o gold standard para o processo clínico do doente durante a fase
diagnóstico da apneia obstrutiva do sono. de extracção dos dados, para completar a
No entanto devido à elevada prevalência da informação necessária ao estudo.
doença, complexidade técnica do exame e Critérios de inclusão: idade igual ou superior a
aos custos associados, surgiu a necessidade 18 anos, realização de estudo de polissonografia
de encontrar uma alternativa para mitigar nível III no serviço de Otorrinolaringologia
este problema de saúde pública. A PSG em do Hospital Garcia de Orta e obtenção de
ambulatório (nível III) tem demonstrado ser consentimento informado.
uma alternativa válida para estes doentes, Os doentes foram exclusivamente referenciados
com elevados níveis de sensibilidade (79%) e para a realização de polissonografia após
especificidade (79%). 4,5 consulta de Otorrinolaringologia, sendo
Dado o aumento da incidência ao longo encaminhados para estudo com PSG nível 3
da última década, torna-se cada vez mais quando apresentam roncopatia associada a
pertinente o diagnóstico dos doentes com um ou mais dos seguintes: apneias nocturnas
esta patologia, o estabelecimento de factores testemunhadas, sonolência diurna excessiva
de risco e a validação de questionários que (Escala de Epworth ≥11), sono fragmentado ou
possam ser úteis na identificação dos mesmos não reparador, hipertensão arterial de difícil
e a sua correlação com os achados da PSG. controlo (realização de 3 classes de fármacos
diferentes) ou IMC igual ou superior a 25 kg/
Material e Métodos m2.
Estudo prospectivo decorrido entre Janeiro e Critérios de exclusão: estudo de polissonografia
Dezembro de 2021. incompleto (perda de sinal de um dos canais)
Preenchimento dos questionários STOP-Bang, ou com tempo inferior a 6h de duração e
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