Page 96 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 41. Nº2
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SANDRA DORIA. CÁSSIO v ANTONINI, IVO 8 FILHO
msâo o: mumu do es'õmogo ou intestine delgodo, ou uma
pequena massa de células supro—renois encºn-
Cisto epidermóide Íoi descmo pelo pfimeiro trado no rim, pulmão, ovários, ou em outro
vez por Cruveilhief em I829 como um "tumor porte". Estes restos he'erotópicos gerolmente
perolado' devido ao seu brilho a superfície são de pouco significado, mas podem ser clini-
nodular. Em l838, Muller sugeriu 'coles'eotomo' camente confundidos com neoplasias. Rora-
como sinônimo de cisto epidermóide por exis— meme são locais de origem de verdadeifos
lir cristais de colesterol em olguns desses neoplasios' ' .
tumores. Harar e col.“ descreveram um coso de coris—
Remak, em 1854, aventou pelo primeira tomo extenso de glõndulo salivar localizado na
vez a hipó'ese de que esses tumores pudessem fosso p'erigopololino com invasão do fosso
ser originados de restos epidérmicos embri- infrotemporol, seio cavernoso, seio esfenoidol
onários [APUD M]. e fosso craniano médio.
Segundo Hopp“, Virchow, também em A embriogénese dos coristomos n60 é total-
1854, notou que nem todos os cistos epider- mente clord. Willis” sugefiu trés possibili-
móides possuiam colesterol, sugerindo que dades:
esses tumores não fossem chamados de ! persistência anormal e desenvolvimento
coles'eoromos mas sim de "tumores perola de es'ruturos vestigiois;
dos'. 2 deslocomenb de uma porção de um ófgõo
No entanto, o Iermo colesteotomas ainda durome (: embriogénese;
ficou por muito tempo sendo utilizado com 3 he'eroplosio, que é diferenciação anormal
sinônimo de cisto epidermóide. de tecidos.
Segundo Thoker ‘, Rand e Reeves entre ou—
tros autores definiram como cisto epidermóide Com o crescente uso dos métodos de diog-
quando somente epitélio escomoso e536 pre nós'ico por imagem, essa roro aberração de
sente no inclusão embrionório e quando além desenvolvimemo será coda vez mois descober-
deste epitélio também existe córion mesodér— to incidentolmenre'.
mico, com seu tecido conectivo, células odi- Homartomos diferem dos coristomos por
posos, glõndulos sebóceos e folículos pilosos, serem n60 somente um único tecido eclópico
rrato-se de cisto dermóide. mas sim uma mistura de tecidos localizodos
Os cistos epidermóides podem ser pfimórios foco do local habitual, sem orronio ocgonóide
ou secmdórios. Os primários $60 oqueles cis- Terotomos, por sua vez, ossemelhom-se oos
tos que não possuem fome óbvio de implan- homortomos por também serem constituídos
tocéo pósmotol. por uma misíuro de Iecidos ectépicos, porém
Jó os cistos epidermóides seCUndórios diferem dos mesmos por opresentotem arranjo
oporecem como resultado de trauma ºu orgonóide '.
sequela de algum processo onde epitélio esco- Eles surgem de células totipotentes e, por-
moso se implanta em local não normalmente tomo, são principalmente encontrados nos
encontrodo". gonodos.
Coristomos são vestígios de um tecido nor- Estes célulos totipotentes se diferenciam em
mol, localizados fora do local habitual, ou vórios linhagens germinativos, produzindo, por
seja, edópicos exemplo, tecidos que podem ser idenrificodos
Podem também ser chamados de hetero como pele, músculo, gordura, epitélio intesti—
fopia, e como exemplos podemos citar restos nal, estruturas demórios e, mesmo, qualquer
de tecido poncreótico encontrado no parede tecido do corpo ',
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