Page 68 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 60. Nº3
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fisiológica induzida pelos pulmões. A taxa de 1cm de diâmetro têm mais 62,86% de taxa
fluxo volumétrica foi mantida abaixo de 15 L/ volumétrica de fluxo do que PS posteriores
min para garantir o fluxo laminar. O modelo de 1cm de diâmetro. PS anteriores de 2cm de
foi definido como corpo rígido para omitir diâmetro têm mais 81,85% de taxa volumétrica
o efeito da deformação dos tecidos moles de fluxo do que PS posteriores de 2cm de
relacionada com a respiração. A temperatura diâmetro. Perfurações de maiores dimensões
exterior (atmosférica) foi ajustada para 20ºC, e causaram maior alteração na alocação do fluxo
a das fossas nasais foi ajustada para 37ºC . aéreo independente da localização (Tabela
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Seis planos coronais foram obtidos em modelos 1). Um aumento de 1cm de diâmetro nas PS
tridimensionais para analisar os contornos de anteriores, leva a um aumento de 55,94% de
temperatura, pressão e velocidade através taxa volumétrica de fluxo. Já na localização
das diferentes estruturas das fossas nasais. posterior esse aumento é de 103,4%.
Índices como a taxa de fluxo volumétrico e a A resistência (Pa/(L/min)) manteve-se inalterada
resistência das fossas nasais foram também nas PS posteriores face ao modelo sem PS,
analisados. Os resultados foram comparados independentemente do tamanho (0,602 PA/
entre os cinco modelos. (L/min)). Nas PS anteriores houve uma queda
não significativa da resistência (3,18%) com o
Resultados aumento para 2 cm no diâmetro da perfuração.
No modelo original sem PS, observou-se Nas PS anteriores um aumento de tamanho de
uma predominância do fluxo de ar pela fossa 1 para 2 cm de diâmetro implica um aumento
nasal direita (Tabela 1), sem haver nenhum de 13% na velocidade máxima (1.955 para 2.200
achado à anamnese, estudo endoscópico ou m/s) (Tabela 2). Quando as PS têm localização
imagiológico ao qual se possa atribuir esse posterior, um aumento de diâmetro de 1 para
achado. Após a realização de cirurgia virtual 2 cm aumenta a velocidade em 25% (1.375 to
com estabelecimento de PS, como esperado, 1.723 m/s). Os valores máximos de velocidade
iniciou-se o fluxo de ar através da perfuração, foram encontrados na região centro-posterior
da fossa nasal de maior fluxo para a de menor das PS e os valores menores na periferia
fluxo. A assimetria no fluxo de ar foi consistente (principalmente os bordos anteriores das
para todos os modelos, com maior fluxo na PS). Nas perfurações anteriores e posteriores,
fossa nasal direita. PS anteriores resultaram o padrão de fluxo de calor mimetizou o da
numa taxa volumétrica de fluxo (%Q) maior velocidade do fluxo de ar, com maior troca de
do que aquelas localizadas posteriormente calor nas PS anteriores e nas PS de maiores
(Tabela 1). Por comparação, PS anteriores de dimensões. No entanto, a temperatura na
Tabela 1
Resultados da Taxa de Fluxo Volumétrico - Q (L/min)
Sem Perfuração Perfuração Anterior (1cm) Perfuração Posterior (1cm)
QD QE QDA QDD QEA QED %Q QDA QDD QEA QED %Q
11.111 3.350 11.373 9.737 3.123 4.760 11,289 11.106 10.084 3.303 4.326 7.096
Perfuração Anterior (2cm) Perfuração Posterior (2cm)
QDA QDD QEA QED %Q QDA QDD QEA QED QED
11.821 9.101 3.232 5.308 17.664 11.177 9.101 3.232 5.308 14.408
QD - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal direita.
QE - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal esquerda.
QDA - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal direita, antes da perfuração septal.
QDD - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal direita, depois da perfuração septal.
QEA - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal esquerda, antes da perfuração septal.
QED - Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) na fossa nasal esquerda, depois da perfuração septal.
%Q - % da Taxa de Fluxo Volumétrico (L/min) através da perfuração septal.
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