Page 102 - Revista SPORL - Vol 43. Nº3
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_R_ ev_._ Po_,_ ·t._O _R_L_ . I_1._4 _3 _ , _ n._3_ ,_  ..  _  ...  _  ...  _  .. _  ...  _  ...  _,S_ e_ le_ n_ 1b_I V _2_0_05  ___________________________  ~~
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               da,  dever-se-á  desencadear  de  imediato  os      precoce, de acordo com a  rede nacional de
               meios  de diagnóstico e intervenção precoce.        referenciação.
                  O  processo  de confirmação do  diagnóstico
               da surdez deverá estar completo até aos 3  me-      Grupo de alto risco
               ses  de idade e  a  intervenção deverá  iniciar-se   As  crianças  que  apresentem  qualquer  indi-
               até aos  seis  meses.                            cador  de  risco  para  surdez  (ver  Anexo  2),
               1  . A avaliação e o seguimento de uma criança   necessitam  de  uma  monitorização  através  de
                  com  perda  auditiva  deverá  ser  realizado   programas de acompanhamento audiológico.
                  por uma  equipa  multidisciplinar  que  inc,lua   1  . Equipamento - Aparelhos  de OEA e  PEATC
                  pediatras,  otorrinolaringologistas,  audiolo-   (Diagnósticos ou automáticos)
                  gistas,  enfermeiros,  terapeutas  da  fala,   2.  Rastreio  organizado  em  várias  fases  (duas
                  psicólogos e outros.                            ou  três),  segundo o  binómio  "passa"/"refe-
               2. Às  crianças  com  perda  auditiva,  deverão    re",  a  iniciar  na  maternidade  ou  antes  da
                  ser  disponibilizados  todos  os  meios  de     alta  da  Unidade  de  Cuidados  Intensivos
                  ajuda  técnica  adequados  e  necessários  à    Neonatais  (UCIN ) (exemplo:  Anexo 3)
                  sua  (re)  habilitação,  nomeadamente  próte-  3.  Pessoal  treinado/ audiologista
                 ses  auditivas  e  implantes cocleares.        4.  Equipa  tecnicamente  apoiada  por  um
                                                                  audiologista/ otorri  nolaringolog  is  ta   com
               III - CONDIÇÕES MÍNIMAS                            treino em audiologia pediátrico.
               PARA INICIAR UM PROGRAMA DE                     5 .  Unidade  de  Audiologia  com  capacidade
               RANU                                               técnica  de  diagnóstico  de  surdez  infantil
                                                                  para referenciação  das crianças.
              A. Descrição Técnica:                            6.  Unidades  de  (re)habilitação/ estimulação

                                                                  precoce, de acordo com a  rede nacional de
                 Grupo de RN sem risco reconhecido                referenciação.
               1.  Equipamento  - de  preferência  dois  apare-
                 lhos  - de OEA (de  diagnóstico  ou automáti-    Neste  grupo,  mesmo  quando  o  rastreio  é
                 co)  e/ ou  de  PEATC  (de  diagnóstico  ou   normal,  a  criança  deverá  ser  seguida  até  à
                 automáticos).                                 idade  de  aquisição  de  linguagem  (cerca  de
              2.  Rastreio  organizado  em  várias  fases  (duas   dois anos  de idade).
                 ou  três),  segundo  o  binómio  "passa"/"re-
                 fere", a  iniciar na  maternidade e terminado   B. Controle de Qualidade
                 antes dos três meses  (exemplo: Anexo  1)
              3.  Pessoal  treinado·  (enfermeiro,  pediatra,   •  O  responsável  pelo  controle  de  qualidade
                 audiologista,  otorrinolaringologista)  e  coor-  de cada programa deverá ser o seu  coorde-
                 denado por um  técnico devidamente identi-       nador.
                 ficado.                                       •  A  nível  regional  deverá  haver  um  respon-
              4 .  Equ ipa  tecnicamente  apoiada  por  um        sável local do RANU, para um melhor apoio
                 audiolog  is  ta/otorrinolaringologista   com    e controle de qualidade dos programas.
                 treino em  audiologia pediátrico.
              5.  Unidade  de  Audiologia  com  capacidade     IV- REDE  NACIONAL
                 técnica  de  diagnóstico  de  surdez  infantil   DE  REFERENCIAÇÃO
                 para referenciação das crianças.
              6.  Unidades  de  (re)habilitação/estimulação       T endo em  conta  a  complexidade e especifi-



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