Page 61 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 43. Nº1
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ANA PAULA SANTOS, MARIA CAÇADOR, CLARA CAPUCHO,
LUCÍLIA CARVALHO, CARLOS RUAH, MADEIRA DA SILVA
O doente apresentava-se eupneico, sem obs-
trução nasal, com uma alteração da ressonância
vocal como se a voz estivesse abafada pela mas-
sa.
Observou-se uma volumosa massa (6 em x
4 em) a nível da parede superior da cavidade
bucal, de cor rosa pálido, com superfície lisa,
dura e não friável (Fig. 1 ). A lesão era pedicu-
lada, com base de implantação estreita, na
face interna da arcada dentária superior
esquerda, ao nível dos dois últimos molares.
FIGURA 2- TC - CORTE AXIAL.
FIGURA 1- MASSA (6CM X 4 CM) PEDICULADA,.
IMPLANTADA NA FACE INTERNA DA ARCADA DENTARIA
SUPERIOR ESQUERDA
Peças dentárias em bom estado.
O doente não usava próteses dentárias ou
aparelhos de ortodôncia.
Mobilidade do véu do palato mantida e
FIGURA 3- TC · RECONSTRUÇÃO SAGITAL
simétrica.
O exame endoscópico das fossas nasais
não apresentava alterações morfológicas.
A palpação cervical não apresentava mas- Para caracterização histológica foi efectua-
sas ou adenopatias. da citologia aspirativa que se revelou inconclu-
Na tomografia computorizada (TC) a massa siva pelo que se optou pela biópsia excisional.
apresentava uma densidade de tecidos moles, Sob anestesia geral, com entubação orotra-
de aspecto homogéneo, não sendo evidente queal, procedeu-se à incisão da mucosa do
infiltração ou destruição do palato ósseo. palato justa-pedicular com electrocautério e à
Fossas nasais e seios perinasais sem alter- curetagem subperiostal com resseção em bloco
ações imagiológicas. (Fig. 2 e 3). da lesão (Fig. 4).
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