Page 37 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 41. Nº2
P. 37

Rm: Pnrt. ORL. ".”—1]. n." 2, ................. Junho 2003




         ARTIGO ORIGINAL


                      TRAUMAT!SMOS CERVIC’AIS PENETRANTES.
                            REVISAO DA EXPERIENCIA RECENTE



                                   PENETRATING NECK TRAUMA.

                              REVIEW OF THE RECENT EXPERIENCE


                            A. Costonheiro*, E. Cardoso", J. Sprotley", F. Vales", C4 Pereiro*, M. Pois Clemente'"

         RESUMO:
            As lesões cervicais penetrcn'es colocam problemas de diagnóstico e de terapêutica aindo hoie controversos. Alguns autores advogam uma exploração
         cirúrgico obrigolório de todos os ferimentos deste tipo, enquanto outros optam por uma atitude mais conservadora
            No presen'e estudo são descritos cinco casos clínicos, referindose o metodologia do diagnóstico destes traumatismos, tratamentos e resuhodos.
          PALAVRAS CHAVE:
            Traumatismos penetrantes, Pescoço.
          SUMMARY:
            Penetrating neck injuries have diagnostic cmd therapeutic problems that srili remain controversial today. Whereas some authors advocate o mandatory
          surgical exploration, other defend o more conservative approach.
            We present five cases and the methods used in lhe diagnosis of this kind of iniuires, its treatment ond results
          KEY WORDS:
            Penetrating trauma, Neck.



          INTRODUÇÃO                                        diminuindo para 7% durante esta, 4% o 7%
                                                            durante a guerra do Vietname e actualmente
            As lesões penetrantes do pescoço, que vio-      sifuo-se nos 5% no moioria dos casuísticos
          lam a integridade do músculo platismo, tem        recentes do sociedode civil"a 'º “.
          sido motivo de controvérsia, particularmente         Esto evolução foi atribuída em particular à
          na Última metade do século XX. A experiência      exploração cirúrgico obrigatória em todos as
          no campo militar extrapolado para o socie-        lesões deste tipo” "ª ” ªª. Justificom esto melho
          dode civil até à década de 1960 iustificovo a     ric a evolução dos meios auxiliares de diagnós-
          necessidade de uma exploração cirúrgico obri-     tico, os desenvolvimentos dos técnicos anestési-
          gotória'7 ”ª' "' ”. Desde então outras opiniões   cos e cirúrgicos, transfusões sanguíneos, anti-
          tem surgido defendendo formas de tratamento       bioterapio, assim como dos cuidados médicos
          conservador selectivo, tendo em consideração      em geral28 ”. A indicação cirúrgica de urgên-
          uma acentuada melhoria dos meios auxiliares       cia é unanimemente aceite na presença de sin-
          de diagnóstico e nos resultados obtidos em cen-   tomas e sinais óbvios de lesões vasculares
          ÍFOS hospitalares CÍVÍSA'Ó' 10, I2 2643], 31383940414748,
                                                            e/ou oerodigestivas groves (Quadro I). Hó, no
          ”ªº. A taxa de mortalidade destes ferimentos      entanto, desacordo quanto à decisão a tomar
          variou enfre ] 1% e 18% até à ll guerro mundial,  no doente que se apresenta assintomático ou




            Imemo Complementar do Especuohdode de ORL do Hospllol S, João
            Asswsien'e Hospnuíov de ORL do Hospncl São João
          ' ' ' Duecvor de Sewrco de ORL do Hospnul São João

                                                                                               1-13
   32   33   34   35   36   37   38   39   40   41   42