Page 44 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 60. Nº3
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Figura 1 Figura 2
Eritema, crostas e exsudado peri-implante Hipertrofia cutânea cobrindo o implante, sem
sinais inflamatórios de relevo associados.
da classificação Holgers considerada inviável Dois casos (3,8%) resultaram de perda de
(figura 2). osseointegração no contexto de reações
Alguns casos, inicialmente, apresentavam sinais recorrentes de pele e tecidos moles, levando a
inflamatórios ou infeciosos concomitantes, um estado de instabilidade do implante com
mas que após estabilização, a presença de eventual perda. Três casos foram secundários
cicatriz hipertrófica mostrou-se o fator de a trauma (5,6%), não se qualificando como
maior impacto clínico (dificuldade em acoplar complicação cutânea. Não foram observadas
o processador com posterior maceração e outras complicações.
perpetuação do dano cutâneo) e o melhor Em suma, em 29 crianças, das 53 incluídas
preditor de refratariedade ao tratamento no estudo, foi observado algum tipo de
médico. Destes pacientes, 5 necessitaram de complicação no pós-operatória (54,7%). Dessas,
cirurgia de revisão em algum momento. 89,7% eram relacionados com a pele e tecidos
Perda de fixação do implante/falha na moles peri-implante. A tabela 2 resume as
osteointegração foi observada em 5 casos. complicações cutâneas observadas.
Tabela 2
Complicações cutâneas observadas
Complicações cutâneas no pós-operatório
Compilações cutâneas n(%) 26 (49.1)
Hipertrofia cutânea peri-implante n(%) 15 (28,3)
Reação cutânea peri-implante não-hipertrófica n(%) 9 (17.0)
Grau 1 classificação Holgers 3 (33.4)
Grau 2 classificação Holgers 4 (44.4)
Grau 3 classificação Holgers 1 (11.1)
Grau 4 classificação Holgers 1(11.1)
Instabilidade do implante n(%) 2 (3.8)
Necrose da pele n(%) 0 (0.0)
Sem complicações cutâneas n(%) 27 (50.9)
200 Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia - Cirurgia de Cabeça e Pescoço

