Page 78 - Revista Portuguesa - SPORL - Vol 38. Nº3
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WES SOAQES DA CUNHA, IlIDIO GAMA, JOAO BACK LAR, JOSÉ CABÍZAl BURAO





           lixistc uma prcpnndcrãncia do scxo mascu-          ()s ostcmuas são fnrmaçõcs de limites hem
        lino sobrc o feminino cstando descritas relações   dcfinidos. constituídos por osso maduro. cujo
        quç- variam entre 1.5 c 5.75 |.Zl.                 comportamento & benigno. não tendo lcndén-
           Os achados radiológicos são comuns.             cia para rccidivar após excisão cirúrgica ISI.
        variando a sua incidência emm ()5 c 5“” nu m-         Histologicamcntc rcconhcccm-sc 5 subtipm:
        diologia convencional c 2 c 55% na 'Ionmgmfia          - () I-Zhúmcu. umstituiçk) por usa) compaclo,
        (Iompulorizada l2, «i | .                          tendo um componente fibro-vzlscular minimo.
                                                              - () lisrxmjoso. formado por osso trabecu-
        Pmogonso                                           lar maduro. e quc gcralmcmc sc cncomra na

                                                           periferia do dos osteomas compactos.
           A patogenia do oslcoma do seio frontal con-
                                                              - () subtipo Misto. que contêm caracteris-
        tinua incomplctamcntc esclarecida. liste
                                                           ticas dos dois anteriores.
        tumor parece dcscnvulvcr—sc não como uma
        neoplasia mas como uma mctaplasiu do tecido
                                                           Clínica
        conjuntivo: a mucosa sinusal compurtu—sc
        como um pcrióstcu, clahorando substância              A simomatologia dcsta entidade dcpcndc da

        ossca |Z. 8|.                                      sun Im‘alizaqfio. particularmcmc no quc diz rcs-
           Várias são as teorias que tcntam explicar este  pcilu :) sua relação com o canal nam-fromal 0 in
        fcnomcno:                                          inlcracçãm extensão às estruturas vizinhas |.! |.
           - A 'l'coria limbriologica dcfcndc quc os os-      Dcscrcvcm-sc casos tomlmcnlc assintomá-
        lcomas sc dcscnvulvcm nas suluras ósseas l9].      ticos que corrospondcm geralmente nos ja
        cm mms de confluência de tccidos dc origens        rcfcridos achados radiológicns.
        cmhriológicas diferentes: o osso frontal mcm-         Nos docnlcs sintomáticos as queixas mais
        hranoso c o ctmoidc cncondral.                     comuns silo as ccfalcizls. de características
           () faclo dc vários tumorcs sc localizarem em    (persistentes ou pulsálcis) c I(walizaçãu (fron-
        porções planas do osso. fora das suturas. põe      tal. lcmpoml ou parietal) variáveis. mas habitual-
        em causa esta lcuria.                              mcmc relacionadas com o bloqucio do canal
           — A Teoria 'l'raumíuica. que defende a relaçâo  nasofromal.
        desta patologia com antecedentes de trauma-           A obstrução nasal c a rinorrcia. também
        tismo frontal. c que é contrariada pclo facto de   frequentes, são manifcslaçm's du sinusupzuia

        vários dos docntcs afectados negarem amccc-        associada.
        dcmcs compativeis.                                    A deformidade frontal. por crescimento zm-
           — A ’l‘coria Infecciosa. rclaciona a patologia  terior dz: lesão. n proptosc, a diplopia ou mais
        inflamatória c infccciosa da mucosa sinusal com    raramente a amaurosc fugaz. por crcscimcmo
        a ocorrência dos ostcomas. No entanto. a           amcroinfcrior. evidenciam a cxtcnsflo dz! lesão
        infecção (' frequentemente uma consequência        a estruturas vizinhas.
        do ostcoma sendo por issu dificil definir a sua        Particularmente ilmmrtamcs sáo os sinais dc
        importância ctiulógica |Z. SI.                     extensão do tumor :1 estruturas neurológicas

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